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Marcos Resende Autores

Marcos Resende Autores

Rimbaud

No Cabaré Verde

Rimbaud

Às cinco horas da tarde Oito dias a pé, as botas rasgadas Nas pedras do caminho: em Charleroi arrio. — No Cabaré-Verde: pedi umas torradas Na manteiga e presunto, embora meio frio. Reconfortado, estendo as pernas sob a mesa Verde e me ponho a olhar os ingênuos motivos De uma tapeçaria. — E, adorável surpresa, Quando a moça de peito enorme e de olhos vivos — Essa, não há de ser um beijo que a amedronte! — Sorridente me trás as torradas e um monte De presunto bem morno, em prato colorido; Um presunto rosado e branco, a que perfuma Um dente de alho, e um chope enorme, cuja espuma Um raio vem dourar do sol amortecido



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